“Caia de joelhos, ó ouças as vozes dos anjos”
Ao longo das escrituras sagradas é possível extrair lições preciosas sobre como os grandes homens se conectavam com Deus através da oração.
O profeta Jeremias expressava os seus lamentos com sinceridade e ao ouvi- las, Deus respondia, acredito que doce e firmemente “não tenha medo” (Lam. 3:57). Deus aprecia esta forma humilde de aproximar do seu trono.
Paulo, por sua vez, em sua carta aos Colossenses (Col. 4:2), nos ensina sobre como devemos orar. Oração deve ser uma disciplina espiritual caracterizada pela constância e pela sobriedade de quem tem convicção de estar em uma guerra espiritual, por isso, a vigilância, a gratidão e a perseverança com ações de graça.
Jesus, em sua conversa com Deus no jardim do Getsêmani registrada no evangelho de Mateus (Mat. 26:39-44), expressa todas estas características citadas nos versos acima. Em seu momento de maior desafio, Jesus nos leva a
profundas reflexões e aqui eu paro para compartilhar com vocês minha história de oração e como aprendo com o nosso querido Mestre Jesus.
Para desenvolver estas características, tão apreciadas pelo Pai, Ele me levou para o deserto e lá, ainda sigo aprendendo.
Eu sou reconhecida por ser comunicativa e gostar de andar perto de muitas pessoas. Conversar é comigo mesma. Entretanto, quando Ele me levou para o deserto, percebi que o Seu maior desejo não era me punir ou castigar, mas, sim reconhecer única e exclusivamente qual era o tom da sua voz, sem distrações e enfim, adorá-Lo em espírito e em verdade.
Ao segui-Lo aprendendo, como a ovelha, seguir apenas a Sua voz. Sua voz é a única que consegue suprir a minha fome e a minha sede. Ela é doce e ao mesmo tempo tão poderosa. Impossível não agitar o espírito, caminhar por onde Ele guia, mesmo que seja em direção a águas profundas, ou densas trevas. O meu coração se inflama e tenho a certeza que Ele é a minha luz, a força que me faz andar sobre as águas, caio de joelhos e O adoro. Aprendo, ouço e sigo.
O deserto na minha vida começou quando perdi o meu irmão no meu aniversário de 15 anos. Casei aos 25 e o meu marido se afastou da comunidade de fé bem no início do casamento (sou casada há 19 anos). Continuou quando a minha melhor “amiga irmã” na Igreja morreu de câncer aos 33 anos, deixando uma filha de 7 e um “amigo irmão” viúvo. Mudei de estado e os meus parentes ficaram. Meu Pai está lutando contra o câncer de próstata. A incapacidade de ter filhos assombrou e hoje vivo a instabilidade profissional, desemprego, doença e a aposentadoria precoce do meu marido por invalidez.
Precisou de mais de duas décadas para começar a aprender estas fortes lições sobre como identificar a sua voz e adorá-Lo. Foi na solitude que Ele me ensinou e continua me ensinando. Em nossas conversas Ele me disse que esta disciplina era a chave que ligava todas as coisas no céu e na terra e que se eu treinasse o ouviria de forma cada vez mais nítida. Ele me deu muitas dicas de como crescer nesta disciplina espiritual e quero compartilhar com vocês.
E as respostas? Você pode estar se perguntando o quanto Deus responde as minhas orações. Posso te dizer que com CERTEZA Ele ouve, mas, as respostas eu ainda estou aprendendo a interpretá-las. Todas as vezes que peço por respostas Ele me avisa para olhar a sua bondade e suavemente me diz “não tenha medo” Sigo em frente com a certeza da sua companhia e o seu amor. Converso com ele todo tempo e Ele sorri para mim.
Oração não é sobre respostas, é sobre intimidade e adoração.
Lamentações 3:57 Tu te aproximaste quando a ti clamei, e disseste: "Não tenha medo".
Colossenses 4:2 Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos.
Mateus 26:39-44 Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres".
Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. "Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?" perguntou ele a Pedro. "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca".
E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade".
Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados.
Então os deixou novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

Juliana Costa foi batizada em 16 de janeiro de 2000. Aqui ela está com seu marido Héber Brenner, (45 anos) e sua filha Lisa Brenner (8 anos). Ela é casada há 21 anos. Juliana é uma Consultora da Coordenação de Atenção da Pessoa Idosa - COPID / Ministério da Saúde Organização Pan Americanas de Saúde (OPAS). Ela também é uma pesquisadora da Universidade de Brasília - Faculdade de Educação Física e empresária. Atualmente, ela tem servido na Equipe de Coordenação e Professora Nova Geração, há 4 anos.
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